Nasceu em 1953 na Póvoa de Varzim, e é
desde muito cedo que o desenho e a pintura fazem
parte do
seu universo de expressão.
É logo aos quatro anos, nesta terra de lobos
do mar, que aprende a reconhecer alguns horizontes
entre o Homem e a Natureza e dá os primeiros
passos na descoberta da imensidão e do imaginário.
É com a água e o ar, o mar e o céu
que se relaciona e
obtém a revelação do transmutável
que alimenta
os seus sonhos. Também o atraem as imagens
do poente, as nuvens carregadas de significados
e os extensos areais.
Manifesta, nos desenhos simples que faz, uma obsessão
pelos rostos, olhos, mãos e pelas expressões
de vida. A partir dos dez anos, fascinado pelos
Mestres da Pintura, inicia a pintura a óleo,
fazendo as suas próprias tintas com pigmentos
em pó misturados com óleo, e criando,
assim, os seus primeiros quadros.
Neste período da adolescência imerge
no oceano artístico, na história da
arte e no sonho de se tornar
um pintor.
Experimenta, também as construções
na areia, participando em alguns concursos.
Manifesta-se e é reconhecido, como o “homem
dos sete ofícios”, tudo o que lhe passa
pelas mãos é alvo de uma consulta
e de um tratamento exemplar e de qualidade em que
todos os fenómenos, coisas e seres, são
submetidos a um intenso exame ou à delicada
manipulação, o que confirma a sua
indisfarçável e premente necessidade
de lhes descobrir a essência, a verdadeira
natureza.
Participa em várias actividades culturais
e grupais de todo o género e em tertúlias
filosóficas, políticas e científicas.
Na sua juventude, com grande esforço dos
pais, estuda artes e concluí o Curso de Artes
Aplicadas - Pintura na Escola de Artes Decorativas
Soares dos Reis, no Porto. No final do curso recebe
um convite para trabalhar na área da Publicidade,
Marketing e Artes Gráficas duma Companhia
de Seguros do Porto, aí trabalhando durante
18 anos.
No seu percurso artístico, está bem
presente a relação com as origens
e com a ecologia, transmitindo-nos a face oculta
da beleza, do equilíbrio e da doação.
A propósito desta, confidencia incansavelmente
a quem observa a sua obra«se não partilhamos
com os outros o que de melhor possuímos,
a natureza não tem a obrigação
de nos presentear com o melhor que também
possui».
Ilustra vários livros para o 1.º Ciclo
do Ensino Básico, criando algumas temática
novas.
Numa fase seguinte da sua pintura, inspira-se em
algo que já perseguia há muito tempo,
o conceito espiritual, monista, da criação.
É um leitor atento e estudioso das ciências
espirituais, do mundo oculto e dos fenómenos
ainda não revelados.
A Nova Era, como diz, é algo de que quer
partilhar e ajudar a edificar com todos.
Profundamente enraizado e convicto de que a ciência
da Nova Era, transmite uma Nova Consciência
Cósmica, capaz de responder e clarificar
muitas dúvidas na mente do homem e a necessidade
de revelar algo de verdadeiramente revolucionário.
Nos seus quadros tenta de uma forma directa e pragmática
anunciar que a vida é o resultado de todos
os princípios manifestados pelas leis do
Universo.
Na sua relação com as tradições
e as gentes da sua terra natal, que é a Póvoa
de Varzim, tem projectado e colaborado na construção
de vários “tronos” erigidos ao
ar livre, nas festas a S. Pedro.
É uma pessoa afável, com uma comunicação
entusiasmante e um sentido amplo de experiência
de vida.
Está representado em várias colecções
particulares nacionais, estrangeiras bem como em
alguns museus. Extenso é já o número
de salas de exposição em que o pintor
mostrou os seus trabalhos e delineou como seu propósito
fundamental, aproximar-se o mais possível
de todas as pessoas, confrontado-as com o seu projecto.
Efectivamente, como sempre diz«Vale mais que,
das múltiplas mensagens que transmito nos
meus quadros, consiga obter uma única por
parte de quem os vê, do que lhes dar uma única
referência e não conseguir obter, deles,
nenhuma identificação, reacção
ou compreensão.»
Lançou um livro em língua Portuguesa
e Espanhola com o nome de Olhar Oculto/Mirar Oculto.